quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Artistas que lutaram contra a censura na década de 70 se juntam em defesa da manutenção da autorização prévia para biografias

Jorge Caldeira comenta a questão das restrições a publicação de biografias em entrevista com Alexandre Machado


Caetano Veloso apresenta “É proibido proibir”, no III Festival Internacional da Canção, em 1968, diante de plateia enfurecida
Caetano Veloso, Chico Buarque, e Gilberto Gil, artistas que lutaram contra a censura durante o período da Ditadura Militar no Brasil, se juntaram ao grupo “Procure Saber”, formado para defender a manutenção da exigência de autorização prévia para a comercialização de obras biográficas. Eles alegam que este procedimento se trata de uma proteção contra possíveis danos morais aos biografados. Porém, do outro lado, autores e editores consideram a anuência de biografados ou herdeiros antes da publicação de livros, que dá margem à proibição e recolhimento de obras, como uma "censura privada".
O escritor Jorge Caldeiras comentou a questão com Alexandre Machado, acrescentando ao debate que qualquer cidadão de outro país pode escrever uma biografia sobre algum brasileiro e publicar no seu país de origem porque assim permite a Constituição brasileira. Porém, um cidadão brasileiro não pode escrever uma biografia sobre outro brasileiro. “Em nenhum país civilizado do mundo passa pela cabeça de uma figura pública imaginar que ela vai ter o monopólio legal sobre a sua própria imagem. As coisas acontecem em público”, diz o biógrafo.
Postado por: Artur, 8º

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